Menos 1 Invisível
Descubra o rico acervo do Museu da Dança através de nossa linha do tempo interativa.
2012 - O nascimento do Núcleo
Surge o Núcleo Menos 1 Invisível, a partir do encontro entre o músico Luis Vitor Maia, o artista visual Daniel Freitas e a bailarina Cléia Plácido. O grupo nasce com a proposta de investigar, de maneira lúdica e colaborativa, proposições e procedimentos artísticos que integram corpo, imagem e sonoridades. Após uma apresentação solo na Mostra de Dança do Centro Cultural Monte Azul, em Santo Amaro, a pesquisa se desdobra em experimentos performáticos sobre a materialidade do visível e do invisível, o artesanal e o virtual, por meio da improvisação em dança, da projeção de imagens e da música ao vivo. Com a colaboração artística do bailarino Evandro Gonçalves, são realizados experimentos e happenings no Sacolão das Artes, na zona sul de São Paulo, que resultam em uma videodança. A partir dessa colaboração, o grupo passa a investigar o contato-improvisação e a composição em seus trabalhos.
2013 - Criação de Passeio Dentro da Paisagem
O Núcleo cria o espetáculo “Passeio Dentro da Paisagem”, inspirado na cena “Corvos”, do filme “Sonhos”, de Akira Kurosawa. A obra é apresentada na Mostra de Dança da Fábrica de Cultura Jardim São Luís, no Festival Baixo Augusta, na 6ª Mostra Lugar Nômade de Dança e no Projeto Proart, com apresentações nos CEUs Vila do Sol, Guarapiranga e Paraisópolis. O trabalho assume diferentes configurações — solo, duo e trio — e conta com as colaborações artísticas do músico Marcos Battistuzzi e dos bailarinos Evandro Gonçalves, Pedro Penuela e Tatiane Ramos, artistas com quem o Núcleo estabelece parcerias a partir dos encontros nas JAMs de contato-improvisação.
2014 - Turning Dance e a pesquisa sobre William Turner
Como artistas residentes do ARARA, o Núcleo cria “Turning Dance”, seu primeiro experimento inspirado nas obras do pintor inglês William Turner, com a colaboração do artista visual Daniel Seda e de Rafael Markhez, bailarino e multiartista. Durante a Ocupação da Casa Amarela, realiza intervenções artísticas e produz os videodanças “Dança na Casa Amarela 1” e “Dança na Casa Amarela 2”, aprofundando as relações entre dança, imagem, performance e materialidade.
2015 - Desdobramento da pesquisa e novas criações
O percurso artístico de Cléia Plácido, integrante e cofundadora do Núcleo, inclui os trabalhos “Frutos de Escavação” e “Mo..Ver-se”, desenvolvidos em parceria com Ricardo Silva entre 2015 e 2016. Essas experiências integram sua trajetória de pesquisa corporal, que articula dança, improvisação e capoeira. Para o Núcleo Menos 1 Invisível, este período faz parte do desenvolvimento da pesquisa iniciada nos primeiros anos de atividade.
2016 - Continuidade da trajetória artística
O Núcleo dá continuidade ao percurso de investigação que aproxima corpo, imagem, performance e experimentação. O período integra a trajetória entre as primeiras criações e as experiências que serão apresentadas nos anos seguintes. Não há, no histórico consultado, uma estreia ou contemplação específica do grupo identificada para este ano.
2017 - Residência no SESC Itaquera
Em setembro, o Núcleo realiza residência artística no E.T.A. do SESC Itaquera, desenvolvendo intervenções e performances voltadas para crianças e adultos. A experiência amplia as possibilidades de encontro entre a pesquisa artística do grupo e diferentes públicos.
2018 - Flutuante
Sob direção de Luisa Coser, o Núcleo apresenta “Flutuante” no Centro de Referência da Dança, em São Paulo. O trabalho dá continuidade às investigações do grupo sobre corpo, espaço, imagem e movimento.
2019 - ZONA e o projeto Naufrágios
O Núcleo estreia “ZONA”, espetáculo inspirado na obra do mexicano Sérgio Garval, sob direção de Luisa Coser. A partir desse trabalho, o grupo passa a utilizar objetos em cena, afastando-se da abstração da projeção de imagens e explorando a materialidade do corpo e do objeto em relação ao espaço. A criação integra o projeto “Naufrágios”, contemplado pelo 25º Edital de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. O espetáculo é apresentado na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Centro de Referência da Dança e na Funarte/SP, além de integrar a programação da Mostra Dança se Move Ocupa.
2020 - Novos caminhos de pesquisa
Neste ano, Cléia Plácido assume a direção do Núcleo, com foco em questões relacionadas à ancestralidade, à diáspora negra e aos direitos humanos. A pesquisa é inspirada pela obra “Navio Negreiro”, de William Turner, e pelas notícias de naufrágios de embarcações com pessoas negras em busca de refúgio.
Durante o período da pandemia, o Núcleo inicia a criação de “Poemas Atlânticos”.
2021 - Poemas Atlânticos e o projeto Mergulho
Inspirado nas ideias do poeta e filósofo martinicano Édouard Glissant, o Núcleo cria “Poemas Atlânticos”, dentro do projeto “Mergulho”, contemplado pelo 28º Edital de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. No mesmo ano, o grupo é selecionado pelo ProAC LAB 45 — Prêmio por Histórico de Realização em Dança, reconhecimento de sua trajetória artística.
2022 - Continuidade de Poemas Atlânticos
O Núcleo realiza a circulação do espetáculo “Poemas Atlânticos”, financiada pelo ProAC LAB 45, com apresentações nos teatros municipais das cidades de Piracicaba e Franca, além das Fábricas de Cultura Sapopemba e Cidade Tiradentes, em São Paulo.
2023 - Poemas Atlânticos, Sankofa e Refúgio
O Núcleo é contemplado pelo edital Corpo Negro, do SESC Rio de Janeiro, e realiza temporada de “Poemas Atlânticos” no SESC Copacabana. Em São Paulo, desenvolve intervenções artísticas no SESC Avenida Paulista, dentro do projeto SANKOFA, uma pesquisa que articula dança e os adinkras africanos.
No mesmo ano, estreia “Refúgio”, espetáculo inspirado nas ideias do escritor e filósofo afro-europeu Denètem Touam Bona. A criação é contemplada pelo 32º Edital de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.
2024 - Circulação de Refúgio
O espetáculo “Refúgio” circula pelo Centro de Referência da Dança, Teatro Flávio Império, Espaço Cultural Batakerê, Oficina Cultural Oswald de Andrade e Centro Cultural Olido. O trabalho também integra a programação do Abril para a Dança, no Centro Cultural São Paulo, e do Confrontos Coreográficos, no SESC 24 de Maio.
2025 - Refúgio no projeto Dança para Todos os Corpos
A circulação de “Refúgio” continua nas Fábricas de Cultura Jaçanã, Brasilândia e Jardim São Luís, dentro do projeto Dança para Todos os Corpos, ampliando o encontro do Núcleo com diferentes territórios e públicos.
2026 - SEMENTEIRA
O Núcleo desenvolve o projeto “LEVANTE”, contemplado pelo 38º Edital de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, que dá origem ao espetáculo “SEMENTEIRA”, estreado em setembro de 2026. O trabalho, que celebra os 14 anos do grupo, articula dança, capoeira angola, ativismo ambiental e questões políticas e sociais, em uma pesquisa que integra corpo, imagem e sonoridade, valorizando a diversidade de corpos, gerações e presenças.
