A dança brasileira se despede de Gilmar Sampaio, bailarino do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), que integrou a companhia por mais de três décadas. Reconhecido como uma das principais referências da dança na Bahia, o artista construiu uma trajetória marcada pela força da cultura afro-brasileira, pela atuação nos palcos e pelo compromisso com a formação de novos artistas.
Integrante histórico do BTCA, companhia pública de dança da Bahia vinculada ao Teatro Castro Alves, Gilmar participou de obras emblemáticas como Sanctus, Saurê e Viramundo, entre outras criações que permanecem vivas na memória da dança. Sua presença cênica e sua técnica transitavam com consistência entre o balé clássico e as danças afro-brasileiras, características que definiram sua trajetória artística.

Gilmar Sampaio no solo do Orador em Sanctus (coreografia de Luis Arrieta), apresentado em 1993 em Nova York.
Para além da cena, Gilmar Sampaio também se destacou como educador, sendo reconhecido pela generosidade no compartilhamento de saberes e pela dedicação ao ensino. Ao longo dos anos, contribuiu de forma significativa na formação de artistas e no fortalecimento da dança na Bahia, conectando movimento, ancestralidade e prática pedagógica.
Artista múltiplo, também atuou como cantor em espetáculos do BTCA, ampliando sua atuação no campo das artes e reafirmando sua versatilidade.
Em nota, o Balé Teatro Castro Alves lamentou profundamente a perda, destacando que sua partida deixa uma lacuna irreparável no cenário da dança baiana e no coração da instituição.
Além da trajetória artística, Gilmar também tinha atuação no Candomblé, sendo Asogbá na Casa do Mensageiro, onde exercia papel de liderança e dedicação à condução espiritual.
Gilmar Sampaio faleceu nesta terça-feira, 21 de abril de 2026, vítima de causas naturais. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o sepultamento.
O Portal MUD se solidariza com familiares, amigos e toda a comunidade da dança. Seu legado permanece em movimento, atravessando corpos, memórias e gerações.
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