Reprodução de vídeo publicado no perfil oficial da Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro no Instagram @policiapenal_rj
Projeto “Passos que Transformam” reuniu 16 participantes em uma competição de coreografias que buscou valorizar a expressão corporal, a autoestima e a cultura no sistema prisional.
A dança entrou em cena no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em 25 de setembro, a Secretaria de Estado de Polícia Penal realizou a primeira edição do projeto “Passos que Transformam”, um concurso de dança destinado a mulheres privadas de liberdade.
De acordo com a Secretaria, 16 mulheres participaram da atividade, divididas em quatro grupos. As equipes apresentaram coreografias avaliadas por um júri que considerou critérios como expressividade corporal, carisma, ritmo e execução dos movimentos.
A comissão julgadora reuniu profissionais da dança, da cultura e do sistema prisional, entre eles o coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus e Karla Soares, diretora social do Grupo Cultural AfroReggae.

Reprodução de vídeo publicado no perfil oficial da Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro no Instagram @policiapenal_rj
Dança, expressão e autoestima
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal, o projeto buscou utilizar a dança como instrumento de desenvolvimento da disciplina, do respeito e da autoestima, além de contribuir para iniciativas de reintegração social.
A atividade também proporcionou às participantes a oportunidade de apresentar suas coreografias diante de uma banca avaliadora, em uma experiência que envolve preparação, trabalho coletivo e expressão artística.

Reprodução de vídeo publicado no perfil oficial da Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro no Instagram @policiapenal_rj
Ao final do concurso, as participantes receberam kits de xampu e condicionador, e os dois grupos mais bem avaliados foram premiados.
Uma das integrantes do grupo vencedor, de 21 anos, celebrou a oportunidade de participar do concurso e destacou a importância de persistir diante das dificuldades.
“Nunca tive essa oportunidade de dançar para jurados e fiquei muito feliz. Eu adoro dançar e cantar e quando disseram que eu não iria conseguir, coloquei na minha cabeça que conseguiria, que continuaria, e continuei. Hoje é o dia mais feliz da minha vida”, declarou a participante à Secretaria de Estado de Polícia Penal.
Cultura no sistema prisional
A realização do concurso abre espaço para refletir sobre a presença da arte e da cultura em instituições prisionais. A dança pode mobilizar aspectos que vão além da execução técnica de uma coreografia, envolvendo criatividade, expressão corporal, convivência e construção coletiva.
Em contextos de privação de liberdade, atividades artísticas podem criar oportunidades de participação e desenvolvimento pessoal. Seus efeitos, entretanto, dependem da continuidade das ações, das condições oferecidas às participantes e da articulação com outras políticas de educação, cultura e reintegração social.
A primeira edição do “Passos que Transformam” integra as iniciativas da Secretaria voltadas ao desenvolvimento das pessoas custodiadas no sistema prisional fluminense.
A experiência evidencia a presença da dança em espaços diversos da sociedade e convida a pensar sobre o acesso à cultura como parte da vida e dos direitos das pessoas, inclusive daquelas privadas de liberdade.
Fonte: Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro. Reportagem sobre o concurso de dança “Passos que Transformam”, realizado no Instituto Penal Oscar Stevenson http://www.rj.gov.br/policiapenalrj/node/1580
Transparência sobre o uso de inteligência artificial: Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial na organização e redação do conteúdo. A publicação oficial da Secretaria de Estado de Polícia Penal foi utilizada como fonte de referência.
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