Festival SP.IN realiza segunda edição em São Paulo com programação gratuita de dança

Evento acontece de 20 a 25 de janeiro de 2027, no Instituto Brasileiro de Teatro (IBT), e já confirmou os artistas Alejandro Moya e Sadé Alleyne; inscrições serão abertas em breve

O SP.IN Festival realiza sua segunda edição de 20 a 25 de janeiro de 2027, no Instituto Brasileiro de Teatro (IBT), em São Paulo. Com participação gratuita, o festival reúne atividades voltadas à dança, ao movimento e à formação artística, aproximando profissionais e participantes em uma programação dedicada à troca de experiências.

A edição de 2027 já tem dois nomes confirmados: o artista espanhol Alejandro Moya, que ministrará o workshop O Corpo como Território Dramático, e a bailarina e coreógrafa britânica Sadé Alleyne, da Alleyne Dance, responsável pela oficina Dynamics, Rhythm & Texture.

As inscrições serão abertas em breve.

Mais do que apresentar artistas e atividades, o festival parte da ideia de que o acesso à formação artística pode acontecer de maneira compartilhada. A programação reúne artistas com diferentes trajetórias e pesquisas, criando oportunidades para que suas práticas sejam experimentadas diretamente pelos participantes.

A proposta também se relaciona à criação independente e à ampliação dos espaços de circulação do conhecimento em dança, colocando em contato experiências locais e internacionais.

Alejandro Moya: do breakdance à dança contemporânea e ao teatro físico

Alejandro Moya iniciou sua trajetória artística no breakdance aos dez anos de idade. Antes de seguir sua formação na dança contemporânea, participou de competições internacionais na modalidade.

Posteriormente, formou-se em Dança Contemporânea no Conservatório Profissional de Madri e obteve um diploma de nível superior em Osteopatia, formação que também atravessa sua pesquisa corporal e seu trabalho pedagógico.

Desde 2020, Moya integra a companhia belga Peeping Tom, conhecida por suas criações que transitam entre dança, teatro e diferentes formas de fisicalidade. Ao longo de sua trajetória, também colaborou com coreógrafos como Dani Pannullo, Sharon Fridman, Korsia e António Ruz.

Como coreógrafo, desenvolveu trabalhos como LUCERO, apresentado nos Teatros del Canal, em Madri, em 2023; Senza Scola, realizado na Itália em 2022; e Las Descalzas, também apresentado em Madri, em 2023. Seu trabalho mais recente, o solo DESVELO, está atualmente em circulação internacional.

Paralelamente à atuação como intérprete e coreógrafo, Moya ministra aulas e workshops em diferentes países. Sua prática combina osteopatia, práticas somáticas, treinamento físico de alta intensidade e teatro-dança, investigando possibilidades de articulação entre preparação física, presença cênica e criação.

O corpo como território dramático

No SP.IN, Moya conduz o workshop “O Corpo como Território Dramático”, nos dias 23, 24 e 25 de janeiro, das 10h às 13h.

A atividade tem como eixos acrobacia, atuação e coreografia e propõe uma investigação sobre como habilidades físicas podem transformar o corpo em uma linguagem dramatúrgica.

A partir da dança contemporânea, da osteopatia, do teatro físico e do movimento acrobático, os participantes terão contato com ferramentas voltadas a diferentes corpos e níveis de experiência.

A proposta combina treinamento e criação, utilizando movimento, jogo e pesquisa dramatúrgica para investigar como a fisicalidade pode produzir presença, emoção e significado no palco.

Em vez de trabalhar somente a técnica, a oficina busca desenvolver um corpo disponível, expressivo e resiliente. A pesquisa passa por diferentes estados físicos, desde mudanças sutis de atenção até momentos de intensa fisicalidade, entendendo o corpo como território de transformação, imaginação e performance.

Sadé Alleyne e a pesquisa entre ritmo, textura e musicalidade

A segunda artista já confirmada é Sadé Alleyne, bailarina, coreógrafa, diretora de ensaio e co-diretora artística da Alleyne Dance, companhia fundada em 2014 por Sadé e sua irmã, Kristina Alleyne.

A companhia constrói uma linguagem própria a partir do encontro entre danças caribenhas, Hip Hop e Kathak, inseridas em um contexto de dança contemporânea. Seus trabalhos são marcados por movimentos atléticos, rápidos e dinâmicos, combinados a elementos líricos e fluidos.

A Alleyne Dance atua em três frentes principais: performance, participação e desenvolvimento. Além de produzir trabalhos para palco, espaços externos e cinema, a companhia desenvolve aulas e workshops para grupos comunitários, jovens, instituições de formação profissional, companhias e festivais. Também trabalha no acompanhamento do percurso profissional de bailarinos e artistas em desenvolvimento.

A trajetória de Sadé começou no esporte. Inicialmente formada como atleta profissional, ela posteriormente migrou para a dança e estudou na BRIT School e na Northern School of Contemporary Dance. Também concluiu um Foundation Course em Dance Movement Psychotherapy, formação que contribui para sua abordagem reflexiva e corporal dos processos de criação e aprendizagem.

Como bailarina e colaboradora, Sadé tem desenvolvido trabalhos no Reino Unido e internacionalmente com companhias e artistas como Akram Khan Company, Ultima Vez, Tavaziva Dance, Vocab Dance Company e IJAD Dance. Também colaborou com coreógrafos como Vincent Mantsoe, Gregory Vuyani Maqoma, Akiko Kitamura e Alesandra Seutin.

Sua atuação se estende ainda à direção de ensaio e à colaboração criativa em produções para palco, cinema e XR.

À frente da Alleyne Dance, Sadé participa da criação de trabalhos que articulam influências da África Ocidental, do Caribe, do Hip Hop e do Kathak, explorando ritmo, textura e uma fisicalidade marcada pela velocidade e pelo dinamismo.

A companhia recebeu diferentes reconhecimentos ao longo de sua trajetória, incluindo o prêmio de Best Independent Company no National Dance Awards, além de outras premiações e reconhecimentos relacionados à atuação de suas integrantes e à produção de dança e cinema.

Sadé também desenvolve uma importante atuação na área de formação. Ministra workshops internacionalmente e participa de programas de treinamento e mentoria voltados ao desenvolvimento de artistas. É ainda Level 1 Assistant Coach da UK Athletics.

Dynamics, Rhythm & Texture

No SP.IN, Sadé Alleyne ministrará o workshop “Dynamics, Rhythm & Texture”, nos dias 20, 21 e 22 de janeiro, das 10h às 13h.

A aula de dança contemporânea trabalha sequências físicas fortes, complexas e técnicas, realizadas tanto no chão quanto fora dele, com atenção à qualidade do movimento, iniciação, performance e resistência física.

Cada encontro parte de diferentes aspectos da pesquisa de movimento, explorando elementos como articulação das mãos, isolamentos, espirais, respiração e deslocamentos, além da improvisação.

A improvisação aparece como ferramenta de desenvolvimento pessoal e parte de uma intenção física. O objetivo é estimular a criatividade dos bailarinos por meio de elementos como paixão, determinação, força e musicalidade, mas também pela atenção à intenção e à honestidade presentes em cada escolha feita durante a prática.

SP.IN chega à segunda edição

Com a segunda edição, o SP.IN Festival amplia sua programação e mantém a proposta de aproximar artistas e participantes por meio de experiências práticas em dança e movimento.

A edição acontece de 20 a 25 de janeiro de 2027, no Instituto Brasileiro de Teatro (IBT), em São Paulo.

A participação será gratuita e as inscrições serão abertas em breve.

SP.IN Festival
20 a 25 de janeiro de 2027
Instituto Brasileiro de Teatro (IBT) | São Paulo
Participação gratuita
Inscrições: em breve

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