Criada em 2006, a Semana Maranhense de Dança consolidou-se como um dos principais eventos de dança do Maranhão. Na época de sua criação, o estado era governado por José Reinaldo Tavares, e a Secretaria de Estado da Cultura estava sob a gestão de Antônio Francisco de Sales Padilha.
Ao longo de sua história, foram realizadas 16 edições, transformando a Semana em um grande espaço de formação, intercâmbio, circulação e valorização da dança maranhense. Em 2026, completam-se 20 anos desde sua criação, mas o evento, que deveria estar celebrando duas décadas de história, permanece fora do calendário cultural do estado.
A Semana Maranhense de Dança ultrapassava os limites de São Luís. Caravanas de diferentes municípios do interior se mobilizavam para participar da programação, reunindo bailarinos, professores, escolas, grupos e companhias. O evento movimentava toda uma cadeia criativa e econômica da dança, gerando trabalho e circulação para artistas, produtores, técnicos, figurinistas, iluminadores, professores e diversos outros profissionais do setor.
A 16ª e última edição aconteceu em novembro de 2022, durante o governo de Carlos Brandão, tendo Yuri Arruda Milhomem como secretário de Estado da Cultura. A partir de 2023, a Semana deixou de ser realizada e não retornou ao calendário estadual. Passados quatro anos, um evento construído ao longo de 16 edições continua sem continuidade.
Diante desse cenário, o maranhense Fran Mello, radicado em Itaboraí (RJ), diretor artístico da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói e coordenador da Niterói Semana de Dança, decidiu assumir um movimento público pela retomada da Semana Maranhense de Dança.
A mobilização pretende reunir artistas, bailarinos, professores, coreógrafos, escolas, companhias e profissionais que participaram das diferentes edições para cobrar do Governo do Maranhão uma resposta e, principalmente, uma ação concreta para que o evento seja restabelecido.
“Não estamos pedindo a criação de um novo evento. Estamos cobrando a retomada de uma política cultural construída durante 16 edições, que mobilizava artistas da capital e do interior e fortalecia toda a cadeia produtiva da dança no Maranhão. Uma história dessa dimensão não pode simplesmente desaparecer do calendário cultural do estado.”, afirma Fran Mello.
O movimento cobra do governador Carlos Brandão e da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão a responsabilidade pela retomada de um evento que pertence à história da dança maranhense.
Portal MUD