MURAL DA DANÇA

Outubro Rosa: dança e superação

Imagem: Foto: David Cézar | Terça, 02 de Outubro de 2018 | por Portal MUD |

Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa, para estimular a participação da população na conscientização, prevenção e controle do câncer de mama. 

O Portal MUD apóia esta importante causa e acredita que a dança pode ser uma importante aliada para recuperação e superação de mulheres que passaram pelo câncer de mama. Através da prática da dança, várias aspectos podem ser trabalhados, como a auto-estima, a consciência corporal e auto-conhecimento, o convício social e o empoderamento feminino. Além também de auxiliar em aspectos da saúde física, como organização motora e musculoesquelético, equilíbrio e condicionamento físico.


Contamos aqui, a história de superação da bailarina e arte-educadora Marília Costa.

Marilia começou a estudar balé clássico aos 9 anos de idade. A princípio as aulas eram para cumprir uma indicação médica (seus joelhos eram para dentro), mas em pouco tempo este estudo começou a tomar grande parte do seu dia. Era tão claro o seu desejo em se dedicar a dança, que ela não hesitou em fazer a graduação em Dança na Universidade Anhembi Morumbi. Desde então dedica-se integralmente ao estudo do movimento de maneira prática e teórica.

Aos 28 anos, Marília foi diagnosticada com câncer de mama e, pela primeira vez, parou de dançar.


“Me sentia na minha melhor forma como bailarina e vi tudo ficar para trás. Enfrentei o processo de cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Meu corpo não respondia a nenhum comando e se transformou completamente, mas o conhecimento que tenho sobre o meu corpo, adquirido por meio do estudo da dança, fez com que eu compreendesse melhor os processos fisiológicos. 

Dançar parecia algo que jamais aconteceria comigo novamente. Passei a me imaginar dançando, fechava os olhos e me sentia em movimento.

A dança foi fundamental no meu tratamento, mesmo em pensamento. Após um ano de tratamento eu recebi alta médica e a única recomendação do meu médico foi: volte a dançar ainda hoje.

Todos os movimentos que haviam sido imaginados por mim durante o tratamento se transformaram em dança. Criei o solo 'Inquieta Razão', um depoimento-dança onde, sob a perspectiva da cura e da transformação, compartilho o processo que vivi durante o tratamento.

E sem dúvida, dançar este solo hoje é dizer a mim a mesma: eu venci! Eu estou em movimento, eu estou viva!”


“Compreender a vida, como uma dança de emoções, sensações, intuições e pensamentos. É muito gratificante e motivador sentir e ver os movimentos desabrocharem nos corpos. Dança para mim é a arte do movimento, uma expressão sutil e subjetiva dos nossos mais profundos desejos”.


Estreia do solo Inquieta Razão 5 meses após receber a alta médica.






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