Em 4 de março, Fundação Nacional de Artes promove uma roda de dança e conversa no Centro de Dança do DF e sessão do espetáculo “A Escultura” no Teatro Nacional Claudio Santoro
A Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal (MinC), celebra seu cinquentenário, afirmando a importância histórica da instituição, refletindo sobre o futuro, partilhando as conquistas de 50 anos de fomento às artes brasileiras e ecoando a força do Brasil das Artes, sua política nacional. Após o lançamento deste marco celebrativo no último mês de dezembro, envolvendo o anúncio de ações de recuperação institucional, do estabelecimento de parcerias e redes e dos programas de fomento do Brasil das Artes, a Funarte agora realiza o segundo ato oficial desta jornada, que chega à cidade de Brasília (DF), com foco no exercício e sustentabilidade profissional da Dança brasileira.
“Ao lado de artistas, gestores, realizadores, instituições e públicos, seguiremos neste marco celebrativo de 50 anos de invenção de um povo que tem nas artes um ativo de direitos, liberdades, soberania e emancipação. A Funarte retomada, casa pública das artes brasileiras, com o símbolo da democracia, é parte da construção do Brasil das Artes, marco institucional pioneiro de promoção e proteção das artes brasileiras, com a missão de recuperar participação social e organização setorial”, afirma a presidenta da Funarte, Maria Marighella, que completa. “Priorizar um sistema de financiamento capaz de nacionalizar o acesso aos recursos e o direito às artes e garantir o direito à formação, criação, difusão, pesquisa, memória e internacionalização, é a missão dos nossos programas, que, com articulação institucional e federativa, devem dar escala e tamanho às políticas públicas para as artes brasileiras”, completa.
No dia 4 de março, será aberta uma roda de dança e conversa com sociedade civil organizada no Centro de Dança do DF e promovida uma sessão do espetáculo “A Escultura”, que traz ao palco do Teatro Nacional Claudio Santoro, aos 87 anos, a mestra da dança Yara de Cunto, ao lado da hoje também mestra Giselle Rodrigues. Dias antes, em 28 fevereiro, o ato terá passado por Manaus (AM), para tratar da memória dos grupos e coletivos de Teatro. Estas ações fortalecem a perspectiva setorial das políticas para as artes, com um olhar sobre temas prementes nos campos da Dança e do Teatro. Todas as atividades são abertas ao público.
Tendo como eixo central o papel da instituição e o “Brasil das Artes: Uma Política Nacional”, as cerimônias do cinquentenário da Funarte se somam a um conjunto de entregas que fortalecem o cumprimento de sua missão. Responsável pelas políticas públicas para as Artes Visuais, o Circo, a Dança, a Música e o Teatro no Brasil, a Funarte vem desenvolvendo, desde 2023, um trabalho de recuperação e atualização institucional para o fortalecimento das ações desenvolvidas e o estabelecimento de uma política nacional articulada ao Sistema Nacional de Cultura, bem como da restituição da participação social como fundamento do processo qualificado de formulação e consolidação destas políticas.
Somam-se ao arcabouço de conquistas institucionais, neste cinquentenário, a reestruturação administrativa da Funarte, com a recuperação de estruturas extintas e reorganização de diretorias específicas para as linguagens artísticas; o concurso público para novos servidores, após mais de dez anos de sua última realização, por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU2) em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI); a reabertura do Centro Técnico de Artes e do Centro de Documentação e Pesquisa (CEDOC Funarte) como articuladores nacionais das políticas para as áreas técnicas e para a memória das artes; a inauguração da nova lona da Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha (ENCLO); e, ainda, o retorno da Funarte à sua sede histórica, no Palácio Gustavo Capanema.
No conjunto dos programas da Funarte, estão contempladas as variadas frentes da rede produtiva das artes. Como diretriz prioritária de política pública, está o Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, que promove manutenção e previsibilidade para iniciativas artísticas de caráter continuado, de todas as regiões do Brasil: espaços, grupos e coletivos e eventos calendarizados, em suas experiências essencialmente coletivas. Em duas edições, mais de R$ 30 milhões foram investidos anualmente em mais de 100 projetos a cada biênio. A partir de 2026, o Programa avançou em articulação com a Política Nacional Aldir Blanc: o Programa Nacional Aldir Blanc de Apoio a Ações Continuadas conta, em sua 1ª edição, com a participação de 12 estados e sete capitais, numa atuação coordenada que faz somar mais de R$ 100 milhões de recursos federais numa rede ampla de ações artístico-culturais a cada ano no Brasil.
O Programa Funarte de Difusão Nacional, o Programa Funarte Brasil Conexões Internacionais, o Programa Funarte Aberta e o Programa Funarte Memória das Artes são outros constituintes do Brasil das Artes. Junto a circuitos artísticos mobilizados em rede em todas as regiões do país e em internacionalização, está o Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes, que, em suas duas edições, investiu R$ 10 milhões no reconhecimento de uma centena de mestras e mestres, acima de 60 anos e reconhecidos por seus pares, com notório conhecimento e atuação para os segmentos artísticos.
Em 2025, a Funarte também completou uma agenda de decisão institucional de reconhecimento dos setores artísticos, na recuperação da participação e organização social fundamentais aos avanços políticos, tendo também em vista a construção dos sistemas setoriais previstos no Sistema Nacional de Cultura.
Deste movimento, as demandas se desdobram neste segundo ato do marco celebrativo dos 50 anos da Funarte. Os encontros “Dança É Política”, realizados pelo Fórum Nacional de Dança em parceria com a Fundação em agosto e setembro, em Brasília e remotamente, destacam os direitos trabalhistas dos profissionais do campo, que têm seus corpos como ferramenta laboral.
Instituída em 16 de dezembro de 1975 (Lei n° 6.312), com regulamentação em 16 de março de 1976 (Decreto n° 77.300), a Funarte concentra o período celebrativo entre essas duas datas, com um chamado que afirma a importância da defesa pública de políticas para as artes, que devem ser vistas como bem coletivo e direito de cada brasileira e brasileiro.
A série de ações, virtuais e presenciais, em diferentes estados, conectam diversas frentes e agentes que fazem parte dessa história. Celebrando, fomentando, difundindo, conectando e protegendo as artes do Brasil, a Funarte demonstra como, por meio de seus programas e da força das artes brasileiras, cada iniciativa se desdobra em contágio, numa constelação de agentes, linguagens, públicos, comunidades, territórios, em todas as regiões do país.
FUNARTE 50 ANOS – ATO 2
4 de março – Brasília (DF)
Memória e Futuro da Dança Brasileira: políticas públicas que atravessam o tempo
Tendo como ponto de partida o debate setorial sobre o Projeto de Lei Federal 4.768/2016, que dispõe sobre o ofício profissional da dança, uma conquista histórica das trabalhadoras e trabalhadores da dança do Brasil, a Funarte, em construção conjunta com a sociedade civil, leva o tema do trabalho e seguridade na dança em programação no dia 4 de março, em Brasília (DF).
No Centro de Dança do DF, das 15h às 18h, com a presença da presidenta da Funarte e autoridades, os artistas Iago Gabriel e Úrsula Zion conduzem como MCs a “Roda Dança”. Inspirada na tradição da roda presente nas culturas afro-brasileiras, como a capoeira, a “Roda Dança” afirma a circularidade como princípio estético e político para colocar em debate a Dança, reafirmada como prática pública, plural e viva, conectando ancestralidade e contemporaneidade na construção compartilhada de políticas culturais.
Já às 19h, a programação solene será na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro, começando com um momento institucional. Na sequência, sobe ao palco a mestra da dança Yara de Cunto, ao lado da também mestra Giselle Rodrigues, com o espetáculo “A Escultura”, com direção de Adriano Guimarães (DF), estreado em 2024 por meio do Programa Funarte Retomada. Mestra das artes reconhecida pelo Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes, Yara de Cunto, aos 87 anos, é uma referência da dança brasileira. A dramaturgia do espetáculo constrói-se a partir da sua profunda relação com a dança e de momentos marcantes de sua vida. Reencenando esses acontecimentos, que antes se desenrolavam em um corpo jovem e normativo, agora a bailarina explora um corpo deformado e moldado pela passagem do tempo. A cena revela a plasticidade do envelhecimento que emerge dessa transformação, questionando a ideia de limite e desafiando paradigmas sobre o corpo que dança.
Serviço
FUNARTE 50 ANOS – ATO 2
Memória e Futuro da Dança Brasileira: políticas públicas que atravessam o tempo
Brasília (DF)
4 de março (quarta-feira)
CENTRO DE DANÇA DO DF
SAN, Quadra 1, Bloco E – Setor Cultural Norte
Horário: 15h às 18h
● “Roda Dança” com participação da presidenta da Funarte, Maria Marighella, do diretor do Centro de Dança da Funarte, Rui Moreira, e intervenções do bailarino Iago Gabriel e da DJ Úrsula Zion
TEATRO NACIONAL CLAUDIO SANTORO – SALA MARTINS PENA
Setor Cultural Norte, Via N2
Horário: 19h
● Momento solene com presença da presidenta da Funarte, Maria Marighella, e demais autoridades
● Espetáculo “A Escultura”, de Yara de Cunto e Giselle Rodrigues, com direção de Adriano Guimarães (DF)
Entrada gratuita | Sujeita à lotação dos espaços.
Portal MUD