Terracoro

por Terreyro Coreográfico

Filme | Todos os estilos de dança

De 21 de novembro a 22 de dezembro

Estreia dia 21 de novembro, às 19 horas - ao ar livre, na Galeria Formosa | Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo

Depois fica disponível no Canal YouTube do Terreyro Coreográfico - https://www.youtube.com/c/TerreyroCoreografico

O público pode acessar em qualquer horário

Livre | Gratuito | 30 minutos 


Terreyro Coreográfico lança o filme Terracoro

Com direção de Daniel Fagus Kairoz, o trabalho ocupa o espaço público com exibição presencial e cenas gravadas no centro da cidade de São Paulo. O desejo é manter a dança em diálogo com outras linguagens artísticas como o cinema. A estreia acontece ao ar livre, na Galeria Formosa | Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo,  no dia 21 de novembro, às 19h. Depois segue em temporada no canal do YouTube do grupo. Para acessar, clique aqui.

 Em Terracoro, o roteiro partiu das movimentações sugeridas pelos bailarinos. Foto: Jennifer Glass

Conduzido pela dança, as cenas mostram uma cidade que sofre com a seca e onde há 25 anos não nasce uma criança. Nesse cenário, alguns personagens se unem para realizar um rito perseguido e recobrar a vitalidade da terra

Terracoro, o novo trabalho do Terreyro Coreográfico, projeto que desde seu princípio propõe um diálogo com o espaço público, mantém essa diretriz neste filme, resultado de sua recente pesquisa: ocupar espaços da cidade. Com cenas gravadas no centro de São Paulo, como as Praças do Patriarca e Ramos de Azevedo, a trama também traz outra característica fundamental do grupo, o encontro de linguagens.  Nesse caso, dança e audiovisual. O lançamento do filme acontece no dia 21 de novembro, às 19h, Galeria Formosa| Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo, aberta ao público, e estará disponível no canal de YouTube do grupo até dia 22 de dezembro gratuitamente. O público pode acessar em qualquer horário.

Contemplado pela 29ª Edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, este é o primeiro filme do grupo e surgiu do processo de pesquisa e ensaios que ocorreram durante a pandemia, com artistas em suas casas e encontros virtuais. “No princípio, a ideia não era um filme, mas uma criação para um espaço público. No entanto, por estarmos desenvolvendo tudo virtualmente, decidimos que talvez o mais interessante, mais forte, fosse mergulhar nessa linguagem para valer”, conta Daniel Fagus Kairoz, um dos criadores do Terreyro Coreográfico e diretor do filme.

Uma das preocupações era criar uma ligação consistente entre “coreografia e cinematografia”, como se refere Kairoz. O roteiro inicial surgiu das danças que os intérpretes criaram nos ensaios virtuais, das relações entre elas e as camadas de leitura que essas dançam evocavam. 

Na trama, uma cidade sofre com a falta d'água. Com essa seca, nada mais nasce. Há 25 anos também não nasce uma criança. Um fenômeno que aos poucos foi sendo naturalizado, sem que ninguém tivesse a resposta para esta onda de infertilidade. Algumas pessoas, com vínculos com religiões africanas e indígenas, iniciam um caminho para reverter a situação.  O enredo apresenta os encontros destas vidas, humanas e sobre-humanas, dirigidos para a uma ação em coro para a restituição da fertilidade deste chão tornado infértil. 

Com estrutura ritualística, o filme traz para a cena também seres misteriosos, como uma serpente que aparece na Praça do Patriarca, e a possibilidade da reconstrução de um mito há muito tempo esquecido para recobrar a vitalidade da terra. 

“Com esse projeto, mergulhamos na linguagem do cinema, foi um processo rico de aprendizado, justamente para conseguir criar um trabalho que tivesse uma consistência na linguagem”, diz Kairoz, que tem outros quatro filmes experimentais no currículo. O filme contou com a parceria com a Marília Gallmeister na direção de arte; consultoria de César Gananian e a música original de Negro Lee. 

Terracoro reúne no seu nome a força do coro, que pode trazer algo novo para o tempo em que vivemos, com referência às tradições africanas, indígenas e do teatro ocidental. O título também faz referência ao próprio nome do projeto, Terreyro Coreográfico. “De alguma forma, o filme, um espectro do filme, espelha o que a gente vive. Escassez de vida que dá o contexto do enredo, mas ele aponta para um modo de lidar com a ruína. A vida continua, está sempre aí, muito além de tudo”, completa o diretor. 


Ficha técnica: 

direção geral e coreografia - Daniel Fagus Kairoz

direção de arte - Marília Gallmeister

direção musical e composição - Negro Leo

roteiro - Daniel Fagus Kairoz e Marília Gallmeister

coro de dança - Dora Selva, Érika Malavazzi, João Pedro Ribeiro, Luann Dias,

Luís Ferron, Maria Basulto e Thiane Nascimento

coro de canto - Betina, Dinho Almeida, Mayara Baptista e Negro Leo

ator convidado e coreografia xirê - Babalorixá Márcio Telles

participação especial coro de dança do xirê - filhos da Casa de Axé de

Cotia e Instituto Odara, Cristina Matamba, Kelly Campello, Maitê Arouca,

Rosangela Baptista Ignacio, Sandra Regina, Viviane Lisboa, Yaminah Olubunmi.

participação especial ogãs do xirê - Robson da Silva, Marcos Augusto e Gustavo da Silva Oliveira

figurino - Marília Gallmeister e Sonia Ushyama 

Indumentária, maquiagem, visagismo e cabelo - Sonia Ushyama

costureiras - Hellena Kuasne e Eliane Pedreira

cenotécnico - Cássio Omae

consultoria cinematográfica - Cesar Gananian

câmera e fotografia - Bruno Rico (Rico Filmes)

técnicos de som - Eric Vasconcelos e Paulo Boavista

operação drone - Paulo Pereira/ Teia Documenta e Camila Picolo

fotografias - Jennifer Glass

artes gráficas e comunicação - Daniel Fagus Kairoz

assessoria de imprensa - Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério, Flávia Fontes Oliveira

direção de produção e produção administrativa: Movicena Produções (Luciana Venancio e  Jota Rafaelli)

realização: Terreyro Coreográfico e Movicena Produções.

agradecimentos -  Teatro Oficina Uzyna Uzona, Centro de Referência da

Dança, Praça das Artes, Salão Black News, Dreambox, Comunidade Pankararu do Real Parque, Comunidade Guarani Mbya Tekoa Kalipety, Comunidade Tupinambá de Olivença, Coro Feitura dos Corpos, Ana Claudia Castro, Anderson Puchetti, André Pereira, Andrea Lanzoni, Andreia Yonashiro,Camila Bossa, Camila Motta, Casé Xukuru Tupinambá, Clarisse Pankararu, Henrique Cunha Junior, Isadora Brant, Jerá Guarani, Laryssa Valente, Letícia Coura, Lívia Melzi, Lu de Carvalho, Luciano Menezes, Maria Livia Pankararu, Marta Amoroso, Nash Layla, Rafael Petri, Renato Sztutman, Sheila Rafaini e Tarita de Sousa.

  • De 21/11/2021 até 22/12/2021
  • Domingo: 19:00 - 19:30
  • Entrada gratuita
  • livre
  • Website: http://www.youtube.com/c/TerreyroCoreográfico
  • Local: Galeria Formosa
  • Endereço: Baixos do Viaduto do Chá s/n, Praça Ramos de Azevedo,
  • Acessibilidade: Não