E.L.A

por Jéssica Teixeira

espetáculo | Dança Contemporânea

E.L.A, solo da atriz Jéssica Teixeira, surgiu da investigação cênica do corpo inquieto, estranho e disforme da própria atriz e de que maneira o mesmo se desdobra e faz desestabilizar e potencializar outros corpos e olhares. A montagem de Fortaleza (Ceará), que mescla dramaturgia, artes plásticas e vídeo, estreia dia 5 de julho, sexta-feira, às 21h30, no Sesc Pompeia.

No palco, Jéssica Teixeira – que ao longo da pesquisa debruçou-se, igualmente, sobre o livro O Corpo Impossível, da pesquisadora Eliane Robert Moraes, a fim de disparar dispositivos dramatúrgicos que expandissem a cena – é dirigida por Diego Landin. Para Jéssica, o objetivo de E.L.A é provocar no público um desejo de emancipação individual e coletiva a partir da aceitação das diferenças, driblando os clichês e padrões de beleza impostos pela mídia, além de encorajar um olhar e uma sensibilidade para a diversidade e multiplicidade, fortalecendo assim a construção do ser político que há em cada um.

“O que seria um corpo? O que seria o impossível? O que acontece no hiato entre os dois? Descobrimos, afinal, que todo corpo é estranho para si. Nesse sentido, E.L.A tem como objetivo instigar em cada espectador a autopercepção, a autoconsciência, a autocrítica, a autoestima, a autoanálise e a autoimagem, a partir da relação de cada um com o próprio corpo, para uma melhor autonomia e emancipação do sujeito e, consequentemente, uma relação mais lúcida com o outro e com o mundo”, explica a atriz.

Desconstrução

O espetáculo assume uma estética clean, branca, padrão, e, aos poucos vai se desconstruindo para que a sofisticação de um caos interior da personagem salte aos olhos dos espectadores. Esse caos é proporcionado pelas escolhas dramatúrgicas de como o corpo da personagem se transformará ao longo do espetáculo, onde a transição se inicia a partir da diva pop, passa pelo ciborgue, e chega até a selvageria – inerente a todos os seres.

“Pretendemos ressaltar aos olhos de mulheres, nordestinos, pretos, indígenas, quilombolas, indivíduos com algum tipo de deficiência, periféricos e LGBTs toda a potência e existência de cada um, bem como, aos olhos de todos os outros que não se encaixam nesses perfis, a potência de se viver no mundo com pessoas cheias de singularidades e diferenças”, declara a atriz.

E.L.A possui uma gama de artistas nordestinos reconhecidos envolvidos na ficha técnica, como Yuri Yamamoto, do Grupo Bagaceira de Teatro (figurino e direção de arte) e os músicos Fernando Catatau e Artur Guidugli (composição da música Dancing Barefoot). A iluminação, de Fábio Oliveira, em sua grande parte, é realizada a partir de videomapping, que também cumpre uma função dramatúrgica em cena, assim como o corpo da atriz, o texto e a própria encenação.

  • De 05/07/2019 até 14/07/2019
  • Domingo: 18:30 - 19:40
  • Quinta-feira: 21:30 - 22:40
  • Sexta-feira: 21:30 - 22:40
  • Sábado: 21:30 - 22:40
  • De R$ 6,00 à R$ 20,00
  • livre
  • Telefone: (11) 3871-7700
  • Website: http://www.sescsp.org.br
  • Local: SESC Pompeia
  • Endereço: Rua Clélia, 93, bairro Água Branca, São Paulo-SP
  • Acessibilidade: Sim
  • Capacidade: 50 pessoas
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