Crédito da foto: Pâmela Bernarddo

Grupo Contemporâneo de Dança Livre (Belo Horizonte) leva a Caeté  a Mostra de Dança do Fim do Mundo

Idealizada pelo coletivo de Belo Horizonte/MG com trajetória internacional – o evento ocupa a cidade mineira de 8 a 18 de abril, com espetáculos, performances, exibições de videodanças, oficinas e bate-papos. 

A partir do dia 8 de abril, quarta-feira, o Grupo Contemporâneo de Dança Livre (Belo Horizonte/MG) leva a Mostra de Dança do Fim do Mundo à cidade vizinha de Caeté (MG). O evento, que segue até 18 de abril, conta com ampla programação gratuita, composta por espetáculos, performances, exibições de videodanças, oficinas e bate-papos virtuais com tradução em Libras.

Com passagens por 14 países da América Latina e Europa e uma trajetória de criação de 17 espetáculos e performances, além de 40 videodanças, o coletivo vai realizar a mostra no formato presencial, de 8 a 11/04, com ações no Museu Regional de Caeté, na Escola Estadual José Brandão e na Praça do Mercadinho. Já a programação virtual acontece de 12 a 18/04 e conta com bate-papos sobre a cena contemporânea de dança, transmitidos ao vivo pelo Canal no Youtube do Grupo Contemporâneo de Dança Livre. Mais informações sobre a programação no site gcdl.mg.wixsite.com/mdfm.

A Mostra de Dança do Fim do Mundo – Edição Caeté é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo de Minas Gerais, Edital 10/2023 – Mostras, Festivais e Feiras Multiculturais. ID – 253737.

“Quais danças, modos de presenças e sensações nos interessam agora? O que não suportamos mais? O que a possibilidade do reencontro provoca em nós?”. A fala é de Duna Dias, coordenadora de produção da Mostra e integrante do Grupo Contemporâneo de Dança Livre. Essas e outras inquietações foram o ponto de partida para pensar a curadoria da “Mostra de Dança do Fim do Mundo – edição Caeté” que, em 2026, é assinada por Leandro Belilo, Luciano Botelho, Nicole Blach e Socorro Dias

Depois da primeira edição (2022), realizada na pandemia, em Belo Horizonte, e que colocou em evidência a videodança de vários lugares do Brasil, a proposta agora é voltar o olhar para a produção mineira, em um contexto de pós-isolamento social.

“Vivemos atualmente em um contexto pós-isolamento, ainda percebendo e sentindo todos os efeitos e consequências que a pandemia mundial gerou em nós como sociedade. Junto a esse intenso processo de reconstrução, reestruturação e tentativas de retomada é importante pensar em como esse contexto tem nos atravessado como artistas em nossos processos de criação, como público e como parte de uma rede de relações sociais em constante mudanças”, explica Duna Dias.

Programação

Neste ano, a programação da Mostra de Dança do Fim do Mundo está maior. Além da exibição de nove videodanças e a realização de bate-papos virtuais sobre a criação e produção contemporânea mineira no segmento, a curadoria também selecionou trabalhos com foco nas artes da cena, valorizando o encontro entre artistas e público.

De 8 a 11 de abril, durante a programação presencial, o público terá acesso a três performances, dois espetáculos e às oficinas “Expressões Internas de Opressão: A Corporeidade Negroreferenciada na criação de cenas”, com Emerson de Paula e “Oficina Libras e Corpo: Novas Formas de Corporificar Escuta e Sensibilidade”, com Marcos Aurélio Andrade Diogo e Jaqueline Silva Gonçalves.

Entre os espetáculos, um dos destaques é “BOX” – experimento artístico em dança, protagonizado por Dýãnà Alves, artista não-binária trans, e Samuel Carvalho, artista gay cisgênero. Mais do que uma representação da luta, o trabalho propõe uma vivência corporal, poética e política dos combates travados diariamente por pessoas LGBTQIAP+. Já o espetáculo  “Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui!”, dirigido por Carlandreia Ribeiro, aborda, por meio de performance física, dança, língua de sinais e outros recursos cênicos, a experiência de pessoas surdas e ouvintes negras, ao explorar questões de identidade, representatividade e resistência.

Das performances selecionadas, “Dança para Asfaltos”, de Italo Augusto, propõe a inserção da dança em espaços comuns e de passagem, como pontos e estações de ônibus, refletindo sobre resistência e reinvenção da arte, em meio à instabilidade e à imprevisibilidade do espaço urbano.  Já “Bestiário”, da bailarina, arquiteta, urbanista e performer Cib Maia, é uma obra mutante que se reinventa a cada espaço e contexto. A partir da improvisação, o trabalho investiga a relação do corpo com o entorno: a pedra, a terra, a arquitetura das cidades, a presença do público e o fluxo urbano. Para completar, “Conta-Gotas” – com atuação e direção de Beatriz Nobel Maia -, improvisa uma dança no espaço público em diálogo com os elementos do ambiente: sons, pessoas, temperatura, condições estruturais. O limite do fim da dança é o suor.

Ao longo da Mostra, serão exibidas as videodanças “Boi Ancestral – Um encontro com nossas raízes” (direção e coreografia Joel Martins); “Central” (direção: Luísa Machala e Samantha Viana); “Chroma – kê?” (Direção Geral e Concepção Maxmiler Junio); “Enter – Telas” (Intérpretes/Criadores: Gutielle Ribeiro, Rodrigo Pinheiro, Thales Buzelin, Walleyson Malaquias); “Espera” (dirigido  e coreografado por Mário Nascimento); “Latitude-Zero” (Direção e coreografia: Ygor Gohan); “Onde For” (Direção: Italo Augusto e Luísa Machala); “Quarto Neongráfico” (Coreografia, performance, edição de vídeo e produção executiva: Allan Zamperini); “Sou todo preto” (intérprete criador: Nado Matipó) e “Sufoca” (coreografia de Túlio Cássio). No último dia da programação presencial, está prevista sessão da videodança mais votada do público.

Sobre o Grupo Contemporâneo de Dança

O Grupo Contemporâneo de Dança Livre nasce profissionalmente em 2010 com o objetivo de investigar a dança e seus desdobramentos. Há 15 anos colabora e incentiva a formação de novo público para a dança contemporânea e a criação de novos coletivos de artistas, a partir de criações compartilhadas e o desenvolvimento de obras inéditas. O grupo entende a dança e seus projetos para a sociedade como ato político e uma forma de resistência. O coletivo já participou de diversos festivais, residências artísticas e projetos de formação em diversos estados do Brasil e em países como Inglaterra, Escócia, Argentina, Portugal, França, Bélgica, Colômbia, Panamá, México, El Salvador, Cuba, Costa Rica, Guatemala e Peru. Além da produção de mais de 17 espetáculos e performances e em torno de 40 trabalhos de videodança. O grupo também realiza ações de formação de público e acessibilidade através de oficinas, exibições e rodas de conversa, ampliando o acesso às pesquisas em dança contemporânea.

SERVIÇO

Mostra de dança do Fim do Mundo – edição Caeté

08 a 11 de Abril de 2026 – Caeté, MG

12 a 18 de Abril de 2026 – virtual (canal Grupo Contemporâneo de Dança Livre)

Espetáculos | Performances |Exibições de videodanças | Ações formativas | Bate papos

Acesso grauito – programação completa no site gcdl.mg.wixsite.com/mdfm

Programação presencial

Dia 08/04 – quarta-feira

10h | – Oficina Expressões Internas de Opressão: A Corporeidade Negroreferenciada na criação de cenas  com Emerson de Paula|  E.E. José Brandão

14h | Exibição de videodanças | Museu Regional de Caeté

Dia 09/04 – quinta-feira

14h |  Oficina Libras e Corpo: Novas Formas de Corporificar Escuta e Sensibilidade com Marcos Aurélio Andrade Diogo e Jaqueline Silva Gonçalves  | E.E. José Brandão

20h | Espetáculo Corpo, Preto, Surdo: Nós estamos aqui!/ BH em Libras | Auditório da E.E. José Brandão

 

Dia 10/04 – sexta feira

10h | Exibições de videodanças | E.E. José Brandão

14h30 | Espetáculo “BOX”/ Antes do Fim Produções | Pátio da E.E. José Brandão

 

Dia 11/04 – sábado

10h | Performance Danças para Asfaltos/ Ítalo Augusto  |  Praça do Mercadinho

11h | Performance Conta-Gotas/ Beatriz Nobel Maia  | Praça do Mercadinho

19h | Performance Bestiário/ Cib Maia | Museu Regional de Caeté

 

Programação virtual 

12 a 18 de Abril de 2026

Exibição de videodanças da seleção oficial

Bate papos ao vivo – com tradução em Libras

15 de abril 2026 | 19h | “Entre Telas”, “Latitude-Zero” e “SOU TODO PRETO”

15 de abril 2026 | 20h30 | “Chroma Kê?”, “Espera” e “SUFOCA”

17 de abril 2026 | 19h | “Boi ancestral – Um encontro com as nossas raízes”, “Central”, “Onde for” e “Quarto neongráfico”

Local: Canal no Youtube do Grupo Contemporâneo de Dança Livre

Programação gratuita. Sujeito à lotação nas ações presenciais.

Informações do evento

Datas e Horários:
8 de abril de 2026 até 18 de abril de 2026

Entrada Gratuita

Classificações: livre

Acessibilidade: Com Acessibilidade

Capacidade de pessoas: 1000

Telefone para contato: (31) 99733-3127

Site: https://www.instagram.com/gcontemporaneodedancalivre/

E-mail: [email protected]

Formato do Evento: Híbrido

Link: https://www.youtube.com/channel/UCEcRPprsUsnpycJ9SVDFA4g

Local: Caeté

Endereço: 176 - Caeté / MG - 34800000

Localização: