Crédito da foto: divulgação

O que acontece no corpo quando somos afetados pela agressividade?

Quando algo nos atinge — por palavras, gestos, olhares ou violência física mesmo — seja no encontro entre corpos, seja na violência do mundo que nos alcança pelas notícias — o quê fazemos?

Neste solo de dança, a artista Anna Luiza Marques — bailarina, improvisadora e pesquisadora — investiga não a agressividade em si, mas as múltiplas formas de reagir a ela: medo, luta, fuga, paralisia, sedução, ironia…respostas muitas vezes silenciosas, automáticas, contraditórias — e profundamente corporais.

O trabalho nasce de um percurso pessoal e se expande para o coletivo a partir de leituras da psicanálise, neurociência e estudos sobre comportamento humano, somados a uma pesquisa via Direct, realizada com seguidores do Instagram, que trouxe inúmeros relatos, proporcionando a construção de um repertório sensível de maneiras como o corpo se move ao lidar com a agressividade que recebe e com aquela que precisamos aprender a reconhecer e manejar dentro de nós. Palavras como “eu paraliso”, “eu corro”, “eu devolvo”, “eu me encolho”, “eu acolho”, “eu perco o chão” transformam-se em células de movimento.

A dança articula momentos de coreografia e improviso cênico, organizados a partir de uma estrutura previamente construída, mas aberta ao risco e à resposta do corpo no presente. Também experimenta o universo das lutas, incorporando princípios do muay thai e do krav magá: não como apologia à violência, mas como investigação e compreensão dos movimentos do corpo no embate.

A criação do solo é também um gesto de sublimação: transformar a força da agressividade em dança. E sem afirmar a agressividade apenas como algo destrutivo, a pesquisa reconhece sua potência vital: energia fundamental para a sobrevivência, posicionamento e ação no mundo. Um solo que se rende à agressividade para aprender a dançar com ela, convidando o público para reconhecer suas próprias reações, feridas e impulsos.

Anna Luiza Marques é bailarina, improvisadora, coreógrafa e professora. Formada em balé pela Royal Academy of Dancing e design de interiores pela Belas Artes de SP. Co-fundadora, intérprete-criadora e figurinista da Antônima Cia de Dança, dirigida por Adriana Nunes. Integra também os grupos Paradisaeidae e Silenciosas, com direção de Diogo Granato, atuando como intérprete-criadora. Como artista independente faz diversas parcerias sendo diretora, intérprete, improvisadora, coreógrafa ou figurinista em videodanças, videoclipes, espetáculos, exposições e shows de música. Atuou como bailarina-intérprete no solo/documentário-dança ANNA, e também no solo/espetáculo PUERPÉRIO, ambos dirigidos por Diogo Granato. Criou o solo DANÇANDO COM PLANTAS, cuja pesquisa culminou na performance solo ANTES DO FIM.

concepção, direção, interpretação: Anna Luiza Marques

concepção da trilha sonora, figurino e projeção: Anna Luiza Marques

execução, gravação, edição e mixagem da trilha sonora: Lucas Pereira

iluminação: Letícia Letrovijo

execução da projeção: Letícia Rita

execução do figurino: Odete Ezequiel

treinador de muay thai: Romildo Rodrigues

preparador corporal para cordas: Gabriel Madrigrano

apoio para ensaio: Jambu Galpão/Henrique Lima

Informações do evento

Datas e Horários:
19 de março de 2026 até 27 de março de 2026 20:00 às 21:00 - Quinta-Feira 20:00 às 21:00 - Sexta-Feira

Valor: R$ 48,00 a R$ 96,00

Classificações: livre

Acessibilidade: Com Acessibilidade

Capacidade de pessoas: 100

Telefone para contato: (11) 3675-1595

Site: https://centrodaterra.org.br/anna-luiza-marques-2026

E-mail: [email protected]

Formato do Evento: Presencial

Local: Centro da Terra

Endereço: Rua Piracuama, 19 - São Paulo / SP - 05017040

Localização: